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"Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter. Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino."(Paulo Coelho)
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A LEI DO MAIS FORTE

Estamos perdendo a noção de valores. Tudo está ligado à educação, essas noções começam em casa, dentro da família. Mas esta instituição está falida, sem referência. Por isso o que vemos é a perda de valores como: caráter, ética, respeito, reponsabilidade. Onde permanece a lei do mais forte. O que prevalece é o interesse de quem detém o poder, mesmo que para isso tenha que se dar um jeitinho. Ou até mesmo a imposição à força através do "você sabe com quem está falando?". São estes os novos "modos de navegação social" que estão inseridos à educação.

O primeiro, o famoso "jeitinho" brasileiro é resolvido amistosamente, agradando a ambos os lados. Uma troca de favores, ou até mesmo um "agrado" para que se possa alcançar o objetivo sem maiores complicações. Mas caso o "jeitinho" não obtenha sucesso vem o não menos famoso " você sabe com quem está falando?", deixando o outro constrangido, acuado e com medo. Monstrando que há uma autoridade com maior poder e que pode dar um "jeitinho" se a situação não for resolvida a contento. Hoje tornou-se quase impossível ser honesto, direito, correto. Chega a ser considerado um "imbecil" quem ainda tenta burlar o sistema. Estes desvios de conduta, de transgressão estão contaminando a sociedade. 

É preciso mudar esta situação. E só se consegue com educação. A educação é a maior e melhor arma contra este mal que assola à sociedade. É o chamado trabalho de "formiguinha". Que cada um dentro do seu espaço deverá executar o seu papel com determinação, ética, respeito, responsabilidade, para alcançar sucesso e o bem comum da sociedade.

Liliane Vieira
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A inconformidade masculina e suas consequências

Essa semana, lamentavelmente, houve mais um crime contra mulher. Mais um, entre os milhares que são cometidos diariamente. Um cidadão inconformado com a separação resolveu segar sua ex-mulher covardemente, sem dar a ela o menor direito a defesa. Vida que poderia ter sido poupada se caso as leis fossem cumpridas rigorosamente, porém a ineficiência das mesmas não intimida ações de homens que se julgam proprietários de suas companheiras. Além do mais, a vantagem que se dá ao condenado serve de incentivo para que os mesmos venham a cometer seus crimes sem  se incomodar com os resultados.

Do que adianta sentenciar um cidadão, se o Estado não tem recurso suficiente para fazer cumprir o que é determinado pela justiça? A vítima que foi assassinada já havia feito diversas denúncias contra o acusado, pois acreditava na eficácia do sistema. Lógico que um crime contra a vida dificilmente é evitado, é uma situação inesperada, algo que acontece de imediato, mas no caso em questão, havia várias denúncias que caracterizava a previsão de um homicídio, deveria sim ter uma atenção especial. O Estado tem o dever de dar total proteção à vítima, principalmente quando se tratar de violência contra mulher.

Caso seja condenado, o cidadão poderá pegar de 12 a 30 anos de reclusão, mas como é de hábito, cumprirá parte da pena por bom comportamento, por isso, por aquilo, enfim por diversos fatores que visam somente beneficiar o sentenciado. A lei Maria da Penha veio justamente para evitar a violência contra mulher, mas não tem surtido efeito. A violência continua a cada hora, a cada momento, a cada ano. E o que fazer? No Brasil existe lei em excesso, portanto o que precisa é fazer valer as que já existem, e não elaborar leis e mais leis, que não serão cumpridas e nem alcançará seus objetivos. A verdade é que não há, como já disse, recursos suficientes e vontade de sobra para  que realmente se faça cumprir as leis. Um detalhe curioso é que o acusado teve sua prisão decretada por três vezes, mas infelizmente  não foi cumprida.

Ainda vivemos em uma sociedade 100% machista onde a violência contra mulher é banalizada. É uma sociedade que visa a mulher como se fosse uma coisa, um objeto sem muita importância. Já está na hora das autoridades competentes agirem energicamente e dá a mulher brasileira o direito a liberdade, e principalmente o direito a vida.

Jorge Augusto
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Haiti, uma nação devastada


Há cinco dias atrás o Haiti, país da América Central e que é considerado o mais pobre do continente, foi arruinado por um terremoto de magnitude 7 na escala Richter. Uma das maiores catástrofes que a humanidade já viu. A impressão que dá é que o país fora destruido por uma guerra. Mais de 200 mil pessoas perderam suas vidas em meios aos escombros, um verdadeiro caos se instalou sobre o povo haitiano. Não há água, alimento e os meios de comunicação estão todos prejudicados. Hoje, para se comunicar no país só através da internet.

Em todos os locais de Porto Príncipe o que se vê são corpos e mais corpos, e pessoas perambulando sem ter onde ir, sem família, sem nada. O desespero e a angústia são visíveis nos olhares de cada um que presenciou essa adversidade. Com tantas vidas aniquiladas, há também o milagre da vida, um prenúncio de um renascimento. A esperança surge a cada resgate realizado, em cada vida que é salva. É desolador a realidade dos haitianos.

Há quem diga que toda essa calamidade foi devido a um pacto feito com diabo, mas engana-se aqueles que acreditam. A tragédia que acometeu o país na realidade foi devido  a sua localização, que encontra-se situada em uma região propícia a terremotos. O momento é de ajuda aos necessitados, pois são precárias os recursos médicos e a possibilidade de surgimento de doenças são eminentes. Graças a solidariedade de todas as nações, é possível fazer algo, ainda que seja pouco para confortar as vítimas dessa catástrofe.

Jorge Augusto
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Consciência sórdida

Foto: Jorge Augusto
Lixo encontrado em plena via pública a céu aberto, um verdadeiro mini lixão.

Essa é a consciência de alguém que só pensa em si mesmo, não importa com a coletividade e o bem-estar de todos. Atitudes como jogar lixos em vias públicas ou em terrenos, sejam eles particulares ou públicos, ajudam muito na proliferação de doenças e outros males a saúde. O comportamento de cidadãos que agem dessa forma é no mínimo mal educado e desprezível. Diante de tantas informações, alertas e campanhas educativas, não é possível que haja pessoas estultas e asquerosas. Não se podem tolerar atitudes sórdidas e tão pouco permitir que tudo continue como estar. Onde estão nossas autoridades? Cadê a fiscalização?

Todos os anos, durante e após o período chuvoso, a população padece com o aumento excessivo de dengue, e ainda sim, poucos se preocupam com o problema. Há quem diga que, doenças como a dengue não é grave e sim à toa, algo sem muita importância. É exatamente isso que já ouvi. Como não bastasse a dengue, o lixo não tratado também contribuem para obstruções de bueiros  e outros pontos de escoamentos que evitam inundações e transtornos a população. E os poderes constituídos? Ah! Esses no final do resultado acabam por tirar suas responsabilidades. Sabem dos reais problemas, porém, nada fazem. Cabe a cada cidadão dotar posturas dignas, que colaborem com a melhoria da qualidade de vida de todos. Acondicionar o lixo adequadamente é uma necessidade, é um ato de preservação a natureza, é uma questão de higiene, é educação!

Jorge Augusto
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Tragédia que se anuncia


Mais um ano se inicia, mais uma tragédia, foi assim que começou 2010. É lamentável que  diante de tantos infortúnios, vidas humanas tenham sidas ceifadas. No momento em que deveria haver alegria, o país se comove com tragédias anunciadas. Mas por que acontecem esses fatos? Seria culpa das autoridades, das vítimas ou da mãe natureza. Essas são perguntas, cujas respostas são evidentes. A falta de planejamento, o crescimento desordenado e a negligência foram talvez ingredientes suficientes para que ocorressem tamanhas calamidades.

O que ocorreu em Angras não é um fato isolado, é na verdade uma tragédia nacional, assim como tantas outras que ocorreram. Não se pode permitir que essas calamidades venham a ser mais um acontecimento histórico. Uma lembrança de um passado lôbrego. Mas afinal, de quem é a culpa? Uma coisa é certa, o que é da natureza pertence  a ela. Como se permite que moradias, comércios e outros sejam erguidos em área de risco? Qual seria o papel da prefeitura diante desses problemas? Será que é preciso que aconteça situações trágicas, para que seja tomada alguma providência?

Infelizmente, nós humanos não conseguimos ainda respeitar o que de fato é da natureza. Nossa visão é somente voltada para o nosso "EU", aos ganhos que teremos, aos lucros e tudo mais. Entramos na natureza sem ao menos pedirmos permissão a ela. Ah o que importa a natureza? O importante é o que se vai lucrar. Consequentemente diante dessas posturas irresponsáveis, somente veremos calamidades. Pode não ser hoje, amanhã ou depois, mas um dia acontecerá e certamente estaremos nos perguntando. De quem é a culpa?

Jorge Augusto
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Mudanças que chamam atenção


São evidentes as ações nocivas que o homem realiza no seu próprio meio ambiente. Durante muito tempo, nunca houve uma preocupação voltada para a preservação e o interesse de reduzir os resultados catastróficos dessas ações. Enquanto alguns países andam na mão, em favor das melhorias da qualidade de vida, outros insistem em permanecerem no sentido contrário. O que parece importar para eles é somente o consumismo fundamentado sobre a economia capitalista, mesmo que para isso, custe prejuízo a todos.

As transformações do clima são perceptíveis, basta observar as diversas reações da natureza. Essas mudanças se dão em função do aquecimento global, devido às emissões de gases tóxicos na atmosfera. Tudo em razão de ações impensadas e irresponsáveis de seus autores. Agora, não é possivel que se possa esperar mais, quando na verdade já devemos laborar por soluções para que venha amenizar o aquecimento global. Hoje se percebe o quanto é relevante a preservação do nosso meio ambiente.

Se algo não for feito nos próximos anos, certamente as futuras gerações sofreram  consequências  trágicas, portanto é de extrema importância a realização de conferências sobre mudanças climáticas.  São através delas é que há acordos, cujo o objetivo é reduzir de forma significativa  os gases que geram o aquecimento global. A Conferência de Copenhague será com certeza, um grande marco para a humanidade e que poderá trazer ações positivas para o  nosso planeta.

Jorge Augusto
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Em 1972 foi realizada a primeira conferência para a discussão sobre meio ambiente e aquecimento global, em Estocolmo na Suécia. O resultado foi a criação da (PNUMA), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Após 20 anos mais reuniões são organizadas, agora é a vez do Brasil, com a Rio Eco/92. O resultado foi a Convenção sobre a Mudança no Clima, com redução da emissão de gases do efeito estufa que causam o aquecimento global. Em 1995 na cidade de Berlim foi realizada a primeira Conferência das Partes (COP 1), ou seja, a primeira reunião dos países participantes da Convenção. Foi nesta primeira COP que ficou decidida a criação de um protocolo com metas de redução de emissões de gases.

Já estamos na COP 15, agora em Copenhague, capital da Dinamarca. Este encontro está sendo considerado o mais importante da história. Este clima de expectativa é traduzido pela importância do contexto da discussão mundial sobre as mudanças climáticas. Envolve questões como: o embaraço entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para estabelecerem metas de redução e a responsabilidade de se esforçarem para mitigar e se adaptarem a nova situação; a chegada de Barack Obama prometendo uma nova postura e os recentes estudos científicos com respaldo no IPCC(Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).

São 192 nações reunidas para discutirem essas mudanças. Ao longo dos anos reuniões são feitas, isso não falta. O que tá faltando mesmo são as ações, que coloquem em prática o que é discutido nas reuniões, conferências, convenções. A mudança de postura também deve partir da população com uma participação maior e mais efetiva. Para cobrar essas mudanças, fiscalizar os subsídios que deverão ser colocados à disposição dos países pobres para programas que minimizem o impacto sobre o meio ambiente.

O acordo firmado em Copenhague é de fundamental importância para que não tenhamos um desequilíbrio ecológico significativo. Assumir estes compromissos é responsabilidade de todos para que possamos viver em um planeta protegido das mudanças climáticas.

Liliane Vieira
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Resposta ao pé da letra


Não é mais tolerável a anarquia com que esses parlamentares conduzem a política, sem se importar com a opinião de seu eleitorado. Os protestos são perfeitamente aceitáveis, pois há um forte desejo de mudar definitivamente a cara do sistema político. Na visão do eleitor, é inadmissível a existência de episódios concretos, diante de tantas denúncias inquietantes e que, por si só, dizem tudo.

Para os que estão diversas vezes embrenhados no carrossel da devassidão, embasado no cinismo e na ausência de respeito com aquele que o elegeu, só resta a punição. No segmento político é orgulhoso empalmar o dinheiro público e sair por ai, sem  nada temer. É saber que, com as falhas e lentidão da justiça, tudo acabará em pizza, ou melhor, panetone.

Mas o eleitor está de olho, não se aguenta mais testemunhar mensalões, propinas, superfaturamento e fingir que tudo está dentro dos padrões. Afinal de contas, o eleitor está farto da ignóbil política que assola a todos os setores da sociedade. Porém, é um dever fiscalizar e denotar o mau político, impedir que cidadãos como o do caso: "dinheiro na cueca", venha futuramente dotar de cargos públicos. Atitude de cidadania dará a política brasileira o seu papel, que é defender infatigavelmente os interesses do eleitor.

Jorge Augusto
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A ARTE DA POLÍTICA


Política é uma ciência, uma arte. Arte de governar, de organizar. O conceito de política surgiu pela primeira vez na cidade de Atena, que era considerada o berço da democracia e que está intimamente ligada com liberdade, que para os gregos era a própria razão de viver. Política nada mais é que a liberdade de se expressar, de agir, de ter uma opinião, de organizar e regular o convívio dos diferentes e não dos iguais.

Infelizmente o homem moderno não consegue pensar desta maneira. Estão desiludidos com ações de políticos, principalmente os maus políticos. Política não pode nunca ser confundida com o simples ato de votar. Ela está deteriorada, precisando de uma reforma. Como ciência ela perde a validade se não inserir todos no processo de construção da sociedade. O homem é essencialmente um ser político, todas as nossas ações são políticas.

Vivemos em família, relacionamos com pessoas, em nosso bairro, na escola, no trabalho, somos parte integrante de uma cidade, pertencemos a um Estado e País. Só para se ter uma ideia, estamos fazendo política em uma simples conversa com amigos, em uma mesa de bar, na porta de casa ou quando exigimos nossos direitos de cidadãos. Ela está presente em nosso cotidiano. Não tem como fugir. Ignorá-la é ignorar a nós mesmos como pessoas, como cidadãos. Atitudes e omissões fazem parte de nossa ação política perante a vida.

Para que possamos mudar o atual cenário político precisamos assumir nossa responsabilidade política (no sentido grego da palavra) e lutar por justiça, liberdade e por uma sociedade verdadeiramente democrática.

Liliane Vieira
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